Durante estes segundos
fecundados de eternidades
Enquanto meus olhos beijam
sem a tua cumplicidade
Meus cantos tremem
Minha violência consome o instante
E eu fico
fitando curvas em intervalos
prenhe de desejo
grávido daquilo que me permite parecer imaculado
Tua tez me enobrece com cheiro de carne
Tua carne me envaidece com forma e volume
Tanto agrado
qual meu desvio bem abençoado
Eu faço do tempo sacrifício
pelo contentamento
pela duração do meu volátil e criminoso querer
terça-feira, 18 de setembro de 2007
segunda-feira, 25 de junho de 2007
"O Par Perfeito"
Fraqueza
a carne sem integridade
dentro, o sangue, fictício
Frieza
me consome
dentro, sonhos molhados, veracidade
Espelhos, lantejoulas, vassouras
tudo sorri
tudo fuma ferrugem
E o meu nome, em cor púrpura
tatuado no ventre da mosca
Giro sem asas
Sinto a carne exposta
fora, queima, tudo em chamas
Go fish... go!
(1997)
a carne sem integridade
dentro, o sangue, fictício
Frieza
me consome
dentro, sonhos molhados, veracidade
Espelhos, lantejoulas, vassouras
tudo sorri
tudo fuma ferrugem
E o meu nome, em cor púrpura
tatuado no ventre da mosca
Giro sem asas
Sinto a carne exposta
fora, queima, tudo em chamas
Go fish... go!
(1997)
E por falar em "machucar-se"
sinto cair na minha testa tuas palavras molhadas
os fungos da tua umidade, teus dois pontos distantes e distintos.
E por falar em "palavras doces"
acabo por sentir no corpo
mordidas famintas
de ávidas vontades que não sei renomear.
(06/06/1995)
sinto cair na minha testa tuas palavras molhadas
os fungos da tua umidade, teus dois pontos distantes e distintos.
E por falar em "palavras doces"
acabo por sentir no corpo
mordidas famintas
de ávidas vontades que não sei renomear.
(06/06/1995)
Tens sorte
Sorte por não sentir o que eu sinto nas mãos
Por também não sentir os grãos
que beijam como pedra meu rosto
Qual pedra tinge de vermelho meu olhar
Vermelho... ah, vermelho!
És a cor
Cor de lábios doces e amargos
Por não tê-los na face
Beijo com os olhos, olhos de pedra
Você tem leveza
Leveza por não sentir o peso que eu sinto no meu caminhar
por não sentir o chão
que me chama e faz deitar
Qual leito não te acomoda e pertence, sou sujo e vulgar
Sujeira... ah, sujeira!
És todos os tons
Tons de cores mortas, de cores tortas
Por ter a alma assim imersa
Grito com a carne, carne branca de pêlos louros
Qual imagem distorce e difunde,
Ó monstro.....................................
.................................... Monstro!
....................Monstro!
Monstro!
Tens a leveza
tens cor
tens sorte
Sorte por não sentir.
(2003)
Sorte por não sentir o que eu sinto nas mãos
Por também não sentir os grãos
que beijam como pedra meu rosto
Qual pedra tinge de vermelho meu olhar
Vermelho... ah, vermelho!
És a cor
Cor de lábios doces e amargos
Por não tê-los na face
Beijo com os olhos, olhos de pedra
Você tem leveza
Leveza por não sentir o peso que eu sinto no meu caminhar
por não sentir o chão
que me chama e faz deitar
Qual leito não te acomoda e pertence, sou sujo e vulgar
Sujeira... ah, sujeira!
És todos os tons
Tons de cores mortas, de cores tortas
Por ter a alma assim imersa
Grito com a carne, carne branca de pêlos louros
Qual imagem distorce e difunde,
Ó monstro.....................................
.................................... Monstro!
....................Monstro!
Monstro!
Tens a leveza
tens cor
tens sorte
Sorte por não sentir.
(2003)
segunda-feira, 18 de junho de 2007
"Monstro"
Minha carne que não molda
Mas que em breve murcha...
Eu prefiro ser monstro
De olhar negro
De feiúra em trânsito
Lúgubre transeunte das coisas
Das horas
Dos vícios...
(1998)
Mas que em breve murcha...
Eu prefiro ser monstro
De olhar negro
De feiúra em trânsito
Lúgubre transeunte das coisas
Das horas
Dos vícios...
(1998)
"O DESPERTAR DE ULISSES" - Parte 6
Meu exílio, minha culpa
Meu quintal de olhos negros
partidos, quebrados
Eu espero o momento da queda
para assim findar tudo o que se passou
O poço invade meus dias
com aquela velha sensação tênue
afundar-se na lama!
debruçar-se numa cama estranha!
Eu não quero sentir o tempo
prefiro cuspir no alento da carne
Sem moldura
Apenas rigidez
Meus genes gritam
aos poucos devoram o instante, devoram a fome,
vomitam a mim
Compreendo a indigestão,
logo consigo cingir todas as distâncias do cosmos
e me delicio com a grandiloqüência,
a ferocidade do vazio
Eu sei, restam ossos
e mesmo eles dependem da consistência das coisas, das matérias
Mas prefiro queimar
queimar-me
diminuir-me
dividir-me
tornar-me um amontoado de pó
reverenciando assim a idéia de fluidez
Pó... pó... pó.
Wagner Dutra(1994)
Meu quintal de olhos negros
partidos, quebrados
Eu espero o momento da queda
para assim findar tudo o que se passou
O poço invade meus dias
com aquela velha sensação tênue
afundar-se na lama!
debruçar-se numa cama estranha!
Eu não quero sentir o tempo
prefiro cuspir no alento da carne
Sem moldura
Apenas rigidez
Meus genes gritam
aos poucos devoram o instante, devoram a fome,
vomitam a mim
Compreendo a indigestão,
logo consigo cingir todas as distâncias do cosmos
e me delicio com a grandiloqüência,
a ferocidade do vazio
Eu sei, restam ossos
e mesmo eles dependem da consistência das coisas, das matérias
Mas prefiro queimar
queimar-me
diminuir-me
dividir-me
tornar-me um amontoado de pó
reverenciando assim a idéia de fluidez
Pó... pó... pó.
Wagner Dutra(1994)
quinta-feira, 14 de junho de 2007
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